La Ministra de Medio Ambiente brasileña Marina Silva presentó su dimisión en defensa de la Amazonía

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Senadora licenciada, nacida en un 'seringal' (plantación para la extracción de látex) en el estado amazónico de Acre, Silva, de 50 años, había sido el primer nombre anunciado por Lula para su gabinete ministerial cuando llegó al poder, en 2003.
Su tenaz defensa del medio ambiente la llevó a enfrentamientos con otros miembros del gobierno disgustados por su reticencia a otorgar permisos para diversos emprendimientos. A partir de 2006, pasó a ser cuestionada por la insistencia de casos de deforestación en la región amazónica y se desgastó con una larga polémica con el ministro de Agricultura, Reinhold Stephanes, por el avance de la agropecuaria sobre las reservas forestales. Silva no ocultó tampoco sus discrepancias con la política del gobierno en materia de biocombustibles.
Marina Silva, ex recolectora de caucho que ha dedicado su vida política a la defensa del medio ambiente, en la que se involucró de la mano del líder ecologista Chico Mendes, asesinado en 1988, fue nombrada por el dirigente brasileño cuando asumió su primer mandato en enero de 2003. En los inicios del Gobierno era considerada una de las personas de más confianza del presidente, pero las relaciones entre ambos se fueron desgastando debido al claro apoyo del presidente a otros ministerios volcados a fomentar el desarrollo de la Amazonía.
La ministra se había opuesto a varios proyectos de infraestructura que consideraba nocivos para la selva amazónica. También el pasado mes de enero culpó a la ganadería y a las plantaciones de cereales de ser responsables de la deforestación de la zona, a lo que el presidente respondió que era prematuro culpar a de ese mal a la industria agropecuaria.
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"O pedido de demissão da ministra Marina comprova o descaso do governo Lula com a causa ambiental e também com a proteção da Amazônia", afirma Paulo Adario, diretor da campanha de Amazônia do Greenpeace.
Ministra do Meio Ambiente saiu sob pressão do agronegócio e dos defensores do crescimento a qualquer custo. Segundo Paulo Adario, Marina sai e leva junto a toda a credibilidade que tinha transferido para o governo Lula nos últimos cinco anos.
"Ela vai embora e leva junto essa roupa de credibilidade ambiental, deixando o rei Lula completamente nu", critica Adario.
Pressionada por setores do agronegócio, governadores de estado e políticos da bancada ruralista, a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, entregou nesta terça-feira sua carta de demissão de caráter irrevogável e leva junto a credibilidade ambiental do governo Lula
Era a última pessoa no governo a defender o meio ambiente e uma política de desenvolvimento sustentável. Com sua saída, a ala do crescimento a qualquer preço, capitaneada pela ministra Dilma Roussef, venceu o cabo-de-guerra contra aqueles que buscavam conciliar desenvolvimento com sustentabilidade.
Marina Silva caiu porque não suportou as pressões para que fossem revistas medidas de combate ao desmatamento e de punição a quem destrói a floresta amazônica recentemente anunciadas pelo governo federal, como a determinação para que os bancos (oficiais e privados) só concedessem créditos a proprietários de terras que não desmatassem e regularizassem suas terras no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Políticos da região amazônica, como o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, e pesos-pesados do agronegócio vinham exigindo do governo uma posição mais favorável ao setor, o que provocou constantes choques com o Ministério do Meio Ambiente.
Marcelo Furtado, diretor de Campanhas do Greenpeace, diz que a demissão da ministra é uma crônica de uma morte anunciada.
"O governo Lula já vinha dando vários sinais de que, para ele, a agenda ambiental era uma pedra no sapato", afirma.
"A liberação dos transgênicos no país, a retomada do programa nuclear brasileiro, com o anúncio da construção de Angra 3 e outras quatro usinas nucleares no nordeste, são apenas algumas de várias ações que demonstraram o compromisso do governo Lula com o desenvolvimento a qualquer custo e não com a sustentabilidade."
UM VÔO PARA O PASSADO
A saída da ministra Marina Silva acontece um dia antes da chegada da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel ao Brasil. A Alemanha é a atual sede da Conferência da ONU para a biodiversidade, que nasceu no Rio de Janeiro na Eco-92 e tem como sua atual presidente justamente a Marina Silva.
"A Marina iria passar o cargo para o ministro alemão de Meio Ambiente, durante uma solenidade muito aguardada pela primeira-ministra Merkel, que pretende marcar sua gestão como ambientalmente correta", afirma Paulo Adario. "Mas o Brasil que ela verá durante sua visita é diferente do país que existia antes dela sair da Alemanha. Aquele Brasil não existe mais, com a saída da ministra Marina. Durante o seu vôo, o Brasil mudou, e para pior. Voltou a ser um país da década de 1970, quando a questão ambiental era equivocadamente considerado um entrave para o desenvolvimento do país."
























































































